Sicride já atendeu 150 casos
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de dezembro de 1996
Hudson José 
Desde a sua criação, em agosto do ano passado, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) já atendeu 150 casos no Paraná. Todos foram solucionados, e a grande maioria, segundo o superintendente Renato Ferreira de Souza, eram de crianças fujonas. Apenas 12 casos, anteriores ao início das operações do Sicride continuam insolúveis.
O caso mais antigo, que passou a ser investigado pela divisão especial da Polícia Civil, é o de Adriano Marques da Silva, de 8 anos, que desapareu em 29 de julho de 1986, de Cascavel. O último caso sem solução é o de Letícia Moraes de Oliveira, que desapareceu em Iporã, em agosto de 95, aos 3 anos.
O Sicride, que funciona como uma divisão especial vinculada apenas ao gabinete do delegado-geral da Polícia Civil, tem desenvolvido uma série de mecanismos para auxiliar no trabalho de investigação dos casos de desaparecimento. A primeira iniciativa foi a publicação e distribuição, em todo o país, de cartazes com fotos das crianças desaparecidas (ver quadro reproduzido acima). Outro recurso utilizado foi a produção de um folders, com instruções básicas orientadas aos pais, escolas, profissionais de saúde e entidades públicas.
Recentemente, o Sicride criou uma cartilha orientada para as crianças: o ABC da Segurança do João Espertalhão. Através de recursos que incluem espaço para pintura e desenho e ilustrações em quadrinho, a cartilha repassa dicas de segurança.
O Sicride também conseguiu um novo aliado na investigação. A Interpol, em parceria com o Instituto de Investigação do Paraná, iniciou um procedimento de envelhecimento, através de recursos de informática, das imagens das 12 crianças que ainda continuam desaparecidas.


