Siate salva vidas com rapidez no atendimento
A partir de 1990, o Corpo de Bombeiros de Curitiba deixou de ser apenas uma referência no combate a incêndios. Inspirado nos esquemas de primeiros socorros europeus e norte americanos, o Serviço de Atendimento ao Trauma em Emergências (Siate) chegava para suprir uma necessidade no setor de segurança pública. Com bombeiros e médicos treinados para agir em ocorrências violentas, o Siate, conhecido por suas ambulâncias, mudou o conceito de salvamento rápido.
É motivo de orgulho para nós como as próprias vítimas impedem de ser tocadas antes da nossa chegada, descreve o diretor médico do Siate, Édison Vale Teixeira Júnior. Depois de 10 anos de existência, o serviço já existe em São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Guarapuava, Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu. Cerca de 3,5 milhões de pessoas (34% da população paranaense) têm acesso as unidades. A existência do Siate só foi possível graças às parcerias entre prefeituras e o governo do Estado. É com esta mesma estratégia que a corporação quer ampliar suas unidades na Região Metropolitana de Curitiba.
O Siate iniciou as atividades na capital com apenas uma ambulância, dez médicos e 60 bombeiros socorristas. Hoje, o serviço opera com 24 médicos e 120 socorristas. Em todo o Estado são 450 socorristas e 88 médicos. Com o surgimento do Siate, o comportamento nos hospitais também teve que ser modificado. Grupos de trabalho foram criados para estudar maneiras de agilizar o atendimento pré-hospitalar com o objetivo de reduzir mortes, minimizar sequelas e reduzir o tempo de atendimento hospitalar. Trinta e quatro hospitais do Paraná formam uma rede preparada para receber as vítimas atendidas pelo Siate. (D.V.)





