Agência Estado
O céu do Rio de Janeiro tingiu-se de vermelho, dourado, prateado, azul e verde à meia-noite de anteontem, enquanto, embaixo, um mar de gente vestida de branco refletia o espetáculo extraordinário de luzes e cores. Na maior festa de reveillon do mundo e provavelmente uma das mais impressionantes da história, cerca de 4 milhões de pessoas juntaram-se ao longo da orla do Rio na passagem para o ano 2000.
Dez mil foguetes, acionados por computador, dominaram o céu e a atenção da multidão durante 18 minutos, criando o efeito fantástico de cachos que se abrem em poeira de luz e parecem cair sobre quem está no chão. A multidão em Copacabana só tirou os olhos do céu, à 0h16, quando a tradicional cascata do Hotel Méridien pareceu reduzir o edifício a uma nuvem branca.
Em seguida, os fogos de artifício ganharam intensidade ainda maior. Terminada a queima de fogos, os gritos de admiração da multidão, que já se ouviam entre as explosões, ressoaram na Praia de Copacabana, onde havia, segundo a Polícia Militar, 2,5 milhões de pessoas.
A festa da virada na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 1,1 milhão de pessoas, segundo os organizadores, apesar de não ter recebido o convidado mais ilustre, o padre Marcelo Rossi, que desistiu na última hora, e a chuva ter estragado boa parte das baterias de fogos que estavam na frente e atrás do palco. De acordo com a Polícia Militar, 800 mil pessoas compareceram ao evento.
A chuva também atrasou os shows, que começaram às 21h40, em vez do horário previsto, 19h55. O grupo Bate Lata abriu a festa, comandada pelo apresentador Otaviano Costa. Em seguida vieram os Engenheiros do Hawaii e depois Ivete Sangalo que foi a preferida da noite. O grupo de pagode Art Popular entrou no palco por volta da 1 hora. Segundo os organizadores – TV Bandeirantes e Playmusic – este foi o maior reveillon na Paulista. No ano passado o evento reuniu 700 mil pessoas.

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