entre 4,5% e 5% ao mês. As lojas com taxas mais atraentes oferecem 3% ao mês, o que ainda é um patamar muito elevado, considerando a taxa básica de juros atual, de 19% ao ano. Apesar disso, o consumidor ainda está encontrando vantagem com relação há dois meses, quando estes índices chegavam ao nível de 8% a 9% ao mês. A maior procura, tanto nos shoppings quanto nas lojas de artigos mais populares, está sendo por produtos de uso pessoal, como roupas e acessórios. Este não está sendo o Natal dos eletrodomésticos. Nas lojas especializadas nestes produtos, a maior procura está sendo por artigos de menor valor, como os portáteis e telefones celulares. Rio - O interesse por produtos baratos está fazendo com que os lojistas do Saara, maior concentração de comércio popular do Rio
sejam bem menos otimistas que os empresários dos shoppings. "Em matéria de quantidade de clientes, teremos um movimento este mês 30% maior do que o do ano passado, mas em volume de vendas, será 20% menor", diz o presidente do Saara, Ênio Bittencourt. Ele não revela quanto as 1.200 lojas espalhadas pelas 11 ruas da associação faturaram no ano passado. Mas, mesmo com o funcionamento especial neste período, das 9h às 20h, ele diz que as vendas estão fracas. "Ainda tem muita gente comprando aqueles artigos de R$ 1,99", lamenta. No Barrashopping - que, com 540 lojas, é o maior do País - a estimativa é diferente. As vendas esta semana, a última antes das festas natalinas, deve superar em 20% as do mesmo período no ano passado. No mês, o aumento será, segundo projeção da administração do shopping, de 15% em comparação a dezembro de 98. O Riosul recebeu, no último fim de semana, 210 mil pessoas e espera chegar ao fim do mês registrando um movimento de 2,8 milhões de clientes. "A substituição da loja da Mesbla pela da Renner e as 38 lojas que instalamos na área que era da C&A contribuíram muito para o aumento das vendas de Natal", diz Gilberto Ruffolo, superintendente do shopping, que prevê vendas 20% maiores do que as do Natal do ano passado.Por Irany Tereza Rio, 20 (AE) - O forte incremento de vendas no último fim de semana nos principais shoppings do País fez com que a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce) revisse a projeção de faturamento deste mês para até 15% a mais em relação ao ano passado. Há duas semanas, a expectativa considerada otimista estava entre 10% e 12%. "Pelo jeito, teremos o melhor Natal do Plano Real", diz Paulo Stewart, presidente da Abrasce. Ele considera o movimento deste ano ainda melhor do que o de 94, que mais concentrou o impacto positivo da estabilização monetária. Para os shoppings que atraem maior quantidade de público, no Rio e em São Paulo, ele arrisca um crescimento de vendas em torno de 20%. Ele atribui o bom desempenho a dois fatores fundamentais: a melhor expectativa da economia para o ano 2000 e o retorno do financiamento com juros mais baixos, puxados pelas lojas de departamentos que susbstituíram redes falidas, como Mesbla e Mappin. Os juros médios para vendas a crédito ainda estão bastante altos

mockup