Sexo virtual derruba venda de preservativos no Japão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de dezembro de 2004
Ryan Nakashima<br>France Presse 
A venda de camisinhas no Japão está despencando devido à paixão dos japoneses pelo sexo virtual, pela Internet, que os afasta do mundo real, afirmaram fontes da nação que é a maior fabricante do mundo de preservativos, às vésperas do Dia Internacional de Luta Contra a Aids.
As vendas internas caíram 43% desde o pico de 1980, de 737 milhões de camisinhas a apenas 418 milhões de preservativos em 2003, segundo os últimos números do Ministério da Saúde japonês.
Especialistas da indústria afirmaram que a pornografia onipresente em um país com tecnologia de ponta faz com que as pessoas tenham menos relações sexuais. ''Desde a chegada da Internet de banda larga no Japão, as pessoas podem se manter conectadas toda a noite sem ter custos extras'', afirmou um porta-voz da Okamoto Industries, que domina metade do mercado de camisinhas no Japão.
''Estas pessoas que não podem se separar de um computador não têm tempo para fazer sexo real'', acrescentou. Os jovens também ficam com uma má impressão devido à pornografia cibernética, na qual o uso de camisinha não é comum, destacou.
''As escolas ensinam educação sexual, mas não chegam até o ato em si mesmo'', afirmou.


