Seul, 15 (AE-AP) - Funcionários do governo sul-coreano desmentiram nesta segunda-feira (15) a notícia do jornal The New York Times de que o país estaria desenvolvendo secretamente mísseis de longo alcance, o que violaria um acordo com os Estados Unidos. "Não é verdade. E um funcionário de nossa embaixada em Washington já desmentiu a alegação", disse um membro do Ministério de Comércio e Relações Exteriores.
Ao mesmo tempo, o governo sul-coreano informou hoje que está desenvolvendo um novo míssil terra-ar de curto alcance e o testará no próximo mês. O Ministério da Defesa sul-coreano indicou que o lançamento do míssil de curto alcance, chamado Chonma, ou Pegasus, será um marco nos esforços da Coréia do Sul em aperfeiçoar sua capacidade de defesa.
Um comunicado do ministério informa que o míssil, criado e desenvolvido pela estatal Agência para o Desenvolvimento da Defesa, tem um alcance de 10 quilômetros, alta mobilidade e um avançado sistema de orientação. Ainda de acordo com o comunicado
o novo míssil, que vem sendo desenvolvido desde 1990, foi criado para proteger instalações militares e do governo em cidades fronteiriças de ataques inimigos.
O jornal The New York Times, citando analistas do serviço secreto norte-americano, publicou que Seul havia construído uma estação de testes aparentemente sem comunicar Washington e estava criando um míssil intercontinental, o que violaria um acordo firmado há 20 anos entre os dois países aliados.
De acordo com o jornal, Seul estaria interessado em desenvolver um míssil de longo alcance para tornar-se menos dependente dos Estados Unidos, já que a Coréia do Norte, país com o qual está tecnicamente em guerra, tem feito grandes avanços no seu programa de mísseis.
Quase todas as armas da Coréia do Sul são fornecidas pelos Estados Unidos. Em 1998, Seul comprou mais de mil mísseis Mistral, terra-ar francês similar ao norte-americano Stinger.
O vice-secretário do Departamento de Estado, Robert Einhorm, manterá conversações sobre o programa de mísseis da Coréia do Sul na quinta ou sexta-feira com Song Min-soon, diretor-geral do Escritório de Assuntos Americanos do Ministério de Comércio e Relações Exteriores.
O presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, durante uma visita a Washington em junho, pediu autorização para ampliar o alcance de seus mísseis de 180 para 500 quilômetros, capacidade para atingir quase todo o norte da península. Foi autorizado a ampliar para 290 quilômetros.

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