São Paulo, 16 (AE)- O presidente da Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban), Roberto Setúbal, acredita que as taxas de juro vão ficar entre 16% e 18% ao ano no segundo semestre. Em sua opinião, a queda dos índices de inadimplência e a melhora do cenário macroeconômico são fatores que contribuirão para a redução das taxas. Segundo ele, a queda dos juros será repassada pelos bancos aos clientes. "Eu vejo as taxas de juro caindo e vejo os bancos reduzindo as taxas para empresas e para os consumidores", disse.
Setúbal considera que a taxa de juro já teve redução significativa no primeiro semestre, mas acha que ainda há espaço para uma queda maior. Setúbal abriu hoje o IX Congresso Internacional de Automação Bancária, no Hotel Transamérica, em São Paulo.
CPMF - Para Setúbal, a cobrança da CPMF a partir de amanhã não vai alterar o custo dos bancos. Segundo ele, não haverá modificação porque o governo já havia instituído o IOF em substituição à CPMF no período em que esta não foi cobrada. Setúbal acredita que a privatização dos bancos estaduais vai contribuir para melhorar a eficiência do sistema financeiro como um todo.
Reformas - O presidente da Febraban evitou comentar hoje o bate-boca entre o presidente do Congresso, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). Ele defendeu, entretanto, a necessidade das reformas e a negociação de uma saída para as desavenças. "É importante que as lideranças encontrem uma solução para que os trabalhos prossigam", disse.

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