São Paulo, 10 (AE) - Os empresários do setor de confecção estão pleiteando a redução do Imposto de Importação sobre fibras e filamentos sintéticos dos 19% atuais para um nível pelo menos semelhante aos 9% cobrados na importação de fibras naturais. "Precisamos ter matéria-prima a preços internacionais para que o mercado nacional fique bem abastecido", diz o presidente da Associação Paulista das Indústrias do Vestuário (Apivest), Stefanos Anastassiades.
O presidente da Apivest diz que as confecções estão tendo dificuldade para comprar tecidos sintéticos no mercado nacional depois do aumento do dólar, quando ficou muito caro importar. "Existem apenas 11 produtores de poliéster no Brasil e eles não estão dando conta do aumento da procura", diz Anastassiades.
A outra alternativa é importar o tecido pronto, mas ele diz que o processo é muito lento e não atende às necessidades do setor, que precisa de maior rapidez no processo. "Não queremos importar, mas ter produção nacional suficiente e a preço internacional", afirma. A redução da alíquota ajudaria a reduzir o impacto da alta do dólar este ano.
No ano passado, o Brasil importou US$ 728 milhões de fibras, fios, tecidos e confecções prontas de derivados de algodão e outros fios naturais, enquanto a exportação alcançou US$ 505 milhões. No segmento de sintéticos, a importação foi de US$ 1,08 bilhão e a exportação de US$ 495 milhões.

mockup