São Paulo, 22 (AE) - O setor têxtil brasileiro deve crescer 5% este ano, na comparação com o ano passado, registrando um faturamento global de US$ 22 bilhões, contra US$ 21 bilhões de 1998. A previsão foi feita hoje pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), Paulo Skaf, na abertura da Fenit/Fenatec 99 (Feira Internacional da Indústria Têxtil e Feira Internacional da Tecelagem), considerado o maior evento anual da moda do Brasil. O evento acontece até sexta-feira, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.
De acordo com Skaf, as perspectivas para este ano são positivas em função principalmente da desvalorização cambial que deve reduzir as importações e aumentar as exportações de produtos têxteis e de confecções. "Agora temos condições de competição", afirmou. O objetivo da entidade, segundo ele, é eliminar o déficit anual de US$ 1 bilhão da balança comercial do setor verificado desde 1994. A expectativa para este ano é exportar US$ 1,350 bilhão e importar o mesmo valor. Ele considera ainda que a queda dos juros, a reforma tributária beneficiarão o setor.
Crédito - A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) está negociando com o BNDES a criação de linhas de crédito destinadas às empresas do setor. A entidade prevê que serão investidos US$ 6 bilhões nos próximos cinco anos na modernização das fábricas e espera que 50% deste total venha do BNDES. O restante seria obtido com financiamentos externos e com recursos das próprias empresas.
Skaf informou que está marcada para a próxima sexta-feira mais uma reunião com o banco, quando espera obter a aprovação da criação de um fundo de aval que facilita a aquisição de empréstimos inferiores a R$ 5 milhões junto aos agentes financeiros. Ele acrescentou que a ABIT propôs ainda o alongamento dos prazos e custos menores para os financiamentos disponíveis atualmente, além da criação de linhas de crédito de incentivo às exportações.
Faturamento - O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (Abravest), Roberto Chaddad, informou que o faturamento global das confecções brasileiras deve crescer entre 2% e 3% este ano, puxado pelo desempenho positivo das vendas de roupas de inverno. Ele explicou que as vendas do inverno deste ano, que estão superiores ao ano passado em função do frio, vão garantir bons resultados na próxima estação porque aumentarão o capital de giro e estimularão a produção para o verão, estação que registra os maiores volumes de vendas do setor. No ano passado, o segmento faturou US$ 25,7 bilhões e produziu 4,2 bilhões de peças.

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