Brasília, 16 (AE) - Para fechar o semestre com o superávit primário (receita menos despesas) de R$ 12,88 bilhões, uma das metas previstas no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o setor público precisa fechar junho com o resultado positivo de R$ 1,92 bilhão. "Esta meta está relativamente fácil de cumprir", afirmou o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes.
No último dia 30, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, já havia admitido que a meta para o superávit primário seria cumprida. A facilidade de chegar aos R$ 12,88 bilhões, segundo Lopes, é decorrente do resultado acumulado até maio, que chegou a R$ 10,9 bilhões e garantiu uma margem de R$ 1,5 bilhão a favor do setor público.
Para os primeiros cinco primeiros meses do ano estava projetado um superávit primário de R$ 9,45 bilhões. Para junho, isoladamente, a projeção é de R$ 3,43 bilhões.
Lopes admitiu, entretanto, que o fato do setor público estar perto de cumprir a meta é decorrente das receitas extraordinárias ocorridas desde o início do ano. Em março, por exemplo, foi registrado o superávit primário de R$ 4,25 bilhões.
Naquele mês, além das receitas extraordinárias no total de R$ 2,3 bilhões obtidas com a concessão de serviços, o governo ainda arrecadou R$ 2 bilhões em tributos atrasados. Com este resultado, o setor público acumulou R$ 9,23 bilhões em superávit quando o projetado era R$ 6 bilhões.Por Soraya de Alencar e Vânia Cristino ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca contém informações que já seguiram em CONTAS PÚBLICAS/FMI.

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