Setor público está preparado para enfrentar bug, diz secretário
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terça-feira, 23 de novembro de 1999
Por Carla Franco 
São Paulo, 23 (AE) - O secretário de Logística e Tecnologia de Informação do Ministério do Planejamento, do Orçamento e Gestão, Solon Lemos Pinto, responsável pela Comissão Coordenadora do Programa Ano 2000 do governo federal, assegurou esta manhã que o setor público de infra-estrutura está preparado para enfrentar os riscos do Bug do Milênio. Ele informou que os gastos do governo federal na adequação e preparação dos sistemas para o Bug somaram entre R$ 650 milhões e R$ 700 milhões, por meio de recursos de investimento e custeio dos orçamentos de 98 e 99.
"Nas questões fundamentais de infra-estrutura, telecomunicações, energia, transportes, adequação do Sistema Financeiro Nacional e principais serviços públicos está tudo bem", afirmou. "Estamos tranquilos e não acreditamos em nenhum risco de descontinuidade ou perturbação desses serviços", ressaltou Lemos Pinto, que participou hoje do seminário "Desafio do Bug do Milênio: Impasses e Soluções", realizado pela Gazeta Mercantil.
O secretário não descartou, entretanto, a possibilidade de ocorrência de falhas sem gravidade em alguns setores. "Nós podemos esperar alguns incômodos em alguns serviços setoriais", observou Lemos Pinto, em referência principalmente a algumas micro e pequenas empresas. Ele lembrou que, de acordo com uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), cerca de 18% das empresas informatizadas não vão tomar nenhuma providência de preparação contra os riscos do Bug.
Reforço - Lemos Pinto disse que o governo está reforçando suas políticas de segurança contra a atuação de hackers, aproveitando-se dos riscos do bug do milênio. "O governo federal tem essa preocupação e está tomando uma série de medidas internas em relação aos seus sistemas", informou.
Entre as medidas, ele citou a renovação de programa contra vírus e o reforço de proteção de senhas. "Há uma expectativa de que essas tentativas de invasão possam crescer no final do ano".


