Curitiba, 24 (AE) - O secretário de Planejamento do Paraná, Miguel Salomão, disse hoje que o novo salário mínimo anunciado pelo governo federal não deve causar impacto na folha de pagamento do Estado. De acordo com a Secretaria de Fazenda, o menor vencimento no Estado é de R$ 200,36 (resultado da soma do salário-base de R$ 170,36 com R$ 30,00 a título de cesta básica)
recebido por quatro serventes.
Segundo o secretário, há anos o salário mínimo vem sendo utilizado como uma "panacéia" para cobrir a falta de seguridade social, que inclui a renda mínima, o seguro-desemprego e a aposentadoria por idade. Salomão acredita que o papel do Estado na fixação de um mínimo regional é "transitório" e deve incluir ampla discussão. "Os Estados vão concluir que é desnecessário regulamentar o que mercado já impõe", afirmou. "O governo federal receberá de volta o problema de criar uma renda mínima."
Salomão afirmou que não se pode engessar o setor privado, que age dentro de um mercado dinâmico, como se ele fosse o setor público, onde não há competição. Mas elogiou a decisão do governo federal, sob o ponto de vista do pacto federativo. "É um reconhecimento de que os Estados são díspares", disse. O perigo, segundo ele, é fixar-se um salário mínimo irreal, o que pode estimular ainda mais a informalidade no setor privado, principalmente as categorias que dependem da sazonalidade.

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