Setor pesqueiro do RN deve exportar US$ 35 mi este ano
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terça-feira, 06 de julho de 1999
Por Juliano de Souza 
Natal, 7 (AE) - Com um crescimento de 785% nos últimos dois anos, o setor pesqueiro norte-rio-grandense pretende exportar US$ 35 milhões este ano. O grande destaque nessa pauta é o camarão. As empresas que produzem o crustáceo no Estado anunciam que devem exportar US$ 20 milhões entre julho e dezembro. Os outros US$ 15 milhões surgirão com a venda de atum e meca para Europa e Estados Unidos.
Cerca de 70% da produção de camarões em viveiros, no Brasil, encontram-se no Rio Grande do Norte. "Temos 1.500 hectares de fazendas de camarão no Estado, produzindo 400 toneladas por mês e até fevereiro teremos mais 1.500 hectares", antecipa Arimar França, proprietário da empresa Produmar e presidente da Associação das Empresas de Pesca do RN. A partir de setembro, o Estado irá exportar 200 toneladas do crustáceo mensalmente.
As toneladas a serem exportadas, a partir de setembro, equivalem a três navios. Ontem (6), 40 toneladas foram embarcadas no porto de Natal com destino à França e à Espanha. "Não tivemos apoio oficial para ganhar mercado", diz Arimar.
Os principais pólos da produção de camarão são as cidades de Nísia, Floresta, Arez, Canguaretama e Senador Georgino Avelino. O presidente da associação afirma que o mercado europeu exige muito dos empresários locais. "Os franceses exigentes, enviaram dois inspetores para orientar empresas, desde de a captura até o beneficiamento do camarão", lembra o empresário.
Arimar salienta que os europeus preferem o camarão inteiro, ao contrário dos americanos que gostam do produto descascado e sem cabeça.
As águas do litoral do Estado são quentes e por isso, propícias para a reprodução de camarões e do atum. A maior reserva mundial deste peixe localiza-se a 500 milhas da costa norte-rio-grandense. Nos primeiros quatro meses de 99, o RN exportou US$ 1,8 milhão em pescado. Em todo o ano de 98, foram US$ 765 mil.


