Setor imobiliário otimista devido à criação do SFI
Apesar de ter revelado queda no volume de vendas em 1997, o setor imobiliário nutre otimismo para o próximo ano. Esta expectativa, segundo Ricardo Yasbek, presidente do Secovi, o Sindicato da Habitação, tem a ver com a criação do SFI - Sistema Financeiro Imobiliário -, instrumento de financiamento que, segundo ele, pode oferecer créditos suficientes para aquecer o mercado.
A indústria imobiliária provavelmente registrará continuidade do processo de recuperação, mas em ritmo menor, com crescimento da ordem de 2%.
Como os demais empresários, Yasbek espera por mudanças na economia, mais particularmente no que se refere às taxas de juros. Em relação ao SFI, o presidente do Secovi faz uma ressalva: O sistema precisa de juros compatíveis para funcionar a contento. O SFI deverá ficar congelado até que a taxa de juros do mercado baixe. Quando isto acontecer, ambos, SFI e o SFH, serão os principais instrumentos de financiamento do setor imobiliário.
O ano que acaba não foi bom, como revela Yasbek ao apresentar o balanço das atividades, que registrou queda no volume de vendas em relação a 96. O ritmo de comercialização ficou em 5,85%, muito abaixo da média histórica de 11%. Este péssimo desempenho foi atribuído ao mesmo personagem que afetou outros setores da economia brasileira: o furacão das Bolsas de Valores asiáticas e seus reflexos nos mercados dependentes do capital externo. Para o presidente do Secovi, a economia do país vai retroceder.





