São Paulo, 24 (AE) - O presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Walter Lafemina, afirmou hoje que apesar da insegurança criada pelo atual momento da economia, o setor imobiliário está otimista. "São Paulo deixou de ser uma Capital industrial para se tornar uma prestadora de serviços", disse Lafemina. Segundo ele, essa mudança vem acompanhada de uma crescente demanda por hotéis, flats e aumento de infra-estrutura para atender ao turismo.
A declaração foi feita durante a apresentação das 14 empresas vencedoras do Prêmio Master Imobiliário 99, que tem a finalidade de aprimorar as atividades do setor no País, por meio da criação de novos modelos de gestão, com ênfase na área de construbusiness. O Secovi-SP e a Federação Internacional das Profissões Imobiliárias no Brasil (Fiabci/Brasil) são as entidades responsáveis pelo evento.
Segundo o presidente da Fiabci/Brasil, álvaro Coelho da Fonseca, o setor de construção representa hoje 15% do PIB nacional, respondendo por 13,5 milhões de empregos. O membro da Comissão da Indústria da Construção (CIC) da Fiesp, José Roberto Bernasconi, presente ao encontro, afirmou que os negócios da construção movimentaram US$ 3,2 trilhões no ano passado, no mundo, e US$ 106 bilhões só no Brasil. "O Brasil é a bola da vez em termos de construção", disse Bernasconi.
Em sua quinta edição, o Prêmio Master Imobiliário teve 33 trabalhos inscritos, com aumento de 130% no números de consultas dos interessados em participar da disputa. A cerimônia de premiação será realizada no dia 16 de setembro, em São Paulo, da qual está prevista a participação do presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

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