Londrina - O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Paraná (Abih-PR), Henrique Lenz César Filho, cita que em Curitiba a ocupação dos hotéis é pequena nos fins de semana em comparação com dias úteis ("a cidade tem muito turismo de negócios"), e o período do vestibular da UFPR é a exceção.
"No meu hotel, a ocupação (no fim de semana do concurso) chega a 60%. Em um fim de semana normal, fica entre 20% e 30%", relata. "Temos no final de semana do vestibular um grande movimento de estudantes em Curitiba, principalmente vindos do interior, e a maioria não vem sozinha. Por serem menores de 18 anos, têm que vir acompanhados dos pais."
César Filho diz não ser "contra" o projeto de lei que unificaria as datas dos vestibulares das universidades federais, mas admite que a eventual aprovação dele "representaria um impacto grande" para os hotéis curitibanos. Quanto à possibilidade de substituição total do vestibular da UFPR pelo Sisu, como outras federais já fizeram, mas que por enquanto não é considerada pela instituição, ele espera que a universidade paranaense não promova a mudança. "Se acontecesse, o setor sentiria muito. Do jeito que está hoje, está excelente para nós", afirma.
A estudante Sofia Sanches Sacoman, 16 anos, que pretende prestar vestibular em universidades públicas este ano (ela cogita várias opções, entre elas Medicina, Direito e Engenharia Química), também acredita que uma unificação das datas dos processos das federais teria efeitos negativos e positivos.
"A princípio, achei ruim a ideia, porque diminuiria as minhas possibilidades. Por outro lado, essa mudança evitaria o desgaste físico e psicológico de fazer muitos vestibulares, além da economia. Não é todo mundo que tem dinheiro para viajar e fazer prova em vários lugares. Acho que esse projeto poderia ajudar a inserir (no Ensino Superior) os alunos sem muitas condições financeiras", diz a estudante. "Quanto ao Sisu, fico meio cautelosa, porque o Enem é uma prova com muitos furos. Acredito que a unificação das datas dos vestibulares ajudaria as universidades a fazerem processos seletivos mais rigorosos, com mais qualidade do que o Enem."(F.G.)

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