Setor energético é fundamental para integração, diz espanhol
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sexta-feira, 25 de junho de 1999
Por Irany Tereza 
Rio, 26 (AE) - O vice-presidente da Comissão Européia, o espanhol Manuel Marín, afirmou hoje que o setor energético é fundamental para consolidar a integração da União Européia com a América Latina. Ele acredita que esse segmento, que inclui energia elétrica, exploração e produção de petróleo e gás, será um dos primeiros a produzir resultados concretos na política de aproximação comercial entre o bloco europeu e os países latino-americanos.
Marín, que participou hoje do Fórum do Rio e Energia, um dos eventos paralelos à Cimeira, declarou, porém, ser necessária a definição mais transparente das regras de mercado. "É preciso um marco regulatório, limpo, claro e estável", afirmou Marín, lembrando que os países europeus têm grande oferta de investimentos para este setor já saturado na Europa. Paralelamente na América Latina, há uma forte demanda, mas sem recursos suficientos para investimentos.
O diretor-geral da Organização Latino-Americana de Energia (Olade), Juan Montas, declarou que políticas de estabilidade macroeconômica e a fixação de regras de mercado vão facilitar a entrada de capital europeu na América Latina, especialmente para empreendimentos em energia. A estimativa da Cepal é de que nesta década tenham ingressado cerca de U$ 112 bilhões para o segmento.
Segundo Fernando Sánchez Albavera, somente no ano passado o fluxo de capitais foi de U$ 58 bilhões. Ele lembrou o ingresso de empresas européias como a Électricité de France (EDF), Endesa
Iberdrola e EDP, no Brasil e outros países, como um exemplo de entrada de capitais nunca antes vista e uma demonstração da globalização da indústria energética na região.


