Rio, 08 (AE) - O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Hugo Maia, disse hoje que haverá uma queda-de-braço entre os empresários do setor e o governo federal, na tentativa de que seja renovado o plano emergencial para impulsionar a venda de automóveis. Um instrumento de negociação com o governo a ser usado pelos representantes das empresas vai ser a contratação de uma empresa de auditoria externa para avaliar o desempenho do setor durante o plano emergencial - que permitiu a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
"Vamos fazer uma auditoria externa, porque não temos acesso à forma como o governo apura o imposto para dizer se o acordo atingiu o objetivo de arrecadação", afirmou Maia. "Nós sabemos que a fórmula está errada", completou. Como exemplo de erro cometido pelo governo, Maia citou a comparação das vendas atuais com as do mesmo período no ano passado. Segundo ele, esta comparação não poderia ser feita, por causa da recessão econômica.
A empresa de auditoria será contratada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em parceria com a Fenabrave. Segundo Maia, a negociação com o governo será difícil, mas os empresários tentarão detalhar as vantagens de manutenção do programa emergencial, que está previsto para terminar no dia 5 de maio. "O plano precisaria ser renovado por pelo menos mais uma ou duas vezes - por exemplo até julho - até o programa de renovação da frota ser aprovado para que o mercado volte a reagir normalmente", disse Maia, durante a cerimônia de apresentação do Rio Auto Show, salão de automóveis na cidade, que será realizado de 20 a 29 de agosto no Riocentro.
Ao detalhar o Rio Auto Show, Maia disse que o evento é uma demonstração de que a indústria está reagindo à crise. Pela primeira vez, um salão de automóveis, que reunirá as principais montadoras instaladas no Brasil, vai contar com a venda de veículos diretamente ao consumidor.

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