Setor de teleinformações acusa teles de reter dinheiro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de julho de 1999
Por Claudia Bredarioli 
São Paulo, 15 (AE) - A Sociedade Brasileira de Prestadores de Serviços de Teleinformações (Sitel) acusa as empresas de telefonia que operam no estado de São Paulo, Embratel e Telefônica, de não repassarem para cerca de 150 empresas associadas os valores cobrados por ligações para os códigos 900 e 0900. O volume da dívida chegaria a R$ 70 milhões, R$ 40 milhões a serem ressarcidos pela Embratel e outros R$ 30 milhões pela Telefônica.
Por enquanto, a Sitel, como representante das empresas associadas, ainda não move ações judiciais contra a retenção da verba, mas entrou com recurso na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A regulamentação que rege a atividade das prestadoras de serviços de teleinformações prevê que a cobrança pelos serviços só pode ser feita por meio das empresas de telefonia.
No entanto, de acordo com o presidente da Sitel, Hélio Estrella, tanto Telefônica quanto Embratel não têm prestado conta dos valores recebidos, tampouco provam que não o receberam. Para Estrella, só assim seria possível identificar os reais devedores. Do contrário, a dívida recairia sobre as empresas de telefonia, que alugam sua rede e fazem a cobrança das ligações para as linhas 900, que atuam localmente, e 0900, que têm abrangência nacional.
Segundo a Sitel, o problema está sendo detectado desde a privatização das empresas de telefonia. Como o repasse dos valores é feito para as empresas de teleinformações três meses após a prestação dos serviços, a dívida acumulou-se.
Até às 19h30 de hoje, as empresas de telefonia Embratel e Telefônica, procuradas para dar esclarecimentos sobre a situação, não haviam retornado as ligações. Para a Sitel, a resposta dada foi de que a quantia citada não foi recebida.


