Rio, 08 (AE) - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), Andrea Calabi, afirmou hoje que o processo de privatização do setor de saneamento básico deve "mudar um pouco o caráter" do processo de desestatizações a partir do ano que vem. Segundo Calabi, o objetivo principal, em vez da arrecadação com a venda, vai ser garantir o máximo de investimentos no setor, pela sua importância social.
"O objetivo é ampliar os investimentos", declarou Calabi durante a solenidade do lançamento do programa de estabelecimento de normas do projeto Mãe Canguru, de tratamento de bebês prematuros, que é apoiado pelo BNDES, no Teatro Nelson Rodrigues, no Centro, ao lado da sede do banco. Bahia, Pernambuco e Espírito Santo são Estados onde poderia ser iniciada a privatização do setor de saneamento, afirmou Calabi.
Ele explicou que nesses Estados não há a divergência legal sobre quem detém o poder concedente do serviço - o Estado ou o município - como ocorre em outros locais do País. O presidente do banco ressalvou que o início do processo de privatização ainda depende de outros estudos que estão sendo feitos, como o de regulação dos serviços.
Calabi confirmou a venda de ações, no primeiro semestre, que o banco ainda possui de companhias que já foram privatizadas
como a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), ou na qual a pulverização pode ser feita sem que o governo perca o controle, como a Petrobras. Ele acredita que esta venda vai fortalecer o mercado de capitais.
Além da maior atenção na privatização de concessões de serviços públicos, como o de fornecimento de água, outra mudança significativa na atuação do banco vai ser introduzida com a execução do Plano Plurianual (PPA), afirmou Calabi. O presidente do banco afirmou que o Avança Brasil servirá como um "mapa" na orientação dos financiamentos a serem liberados pelas instituições no País.

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