Setor de higiene, perfumaria e cosméticos discute preços
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de fevereiro de 1999
por Carin Homonnay Petti 
São Paulo, 01 (AE) - Empresários do setor de higiene, perfurmaria e cosméticos estão reunidos no momento com o secretário de Acompanhamento Econômico, Cláudio Considera, na sede do Ministério da Fazenda, em São Paulo.
Convocados para o encontro para discutir política de preços, eles chegaram à reunião munidos de planilhas com os aumentos registrados em seus insumos. O sebo animal utilizado na fabricação de sabonetes ficou, por exemplo, 55% mais caro com a desvalorização do real. "Nossas matérias-primas estão dolarizadas e nosso custo médio aumentou 20%", afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, João Carlos Basilio da Silva. "O repasse ao consumidor ficou na média de 10%", diz.
Segundo ele, o setor optou por não repassar integralmente a alta do custo em decorrência da falta de definição quanto ao rumo do câmbio. "Por enquanto estamos trabalhando com o dólar médio em US$ 1 70", afirma.
No ano passado o setor faturou US$ 4,8 bilhões para 99, Silva espera vendas iguais em volumes, mas menores em valor. Isso deve ocorrer não só por conta da desvalorização cambial, que reduz o faturamento em dólar, mas também em decorrência da tendência da substituição de itens mais caros por outros mais baratos, avalia o presidente do sindicato.


