São Paulo, 09 (AE) - O segmento de factoring fechou o ano de 98 com um crescimento de 10% sobre 97, segundo um estudo preliminar elaborado pela Associação Nacional de Factoring (Anfac). O segmento, diz a entidade, movimentou R$ 16 bilhões no ano passado, ante R$ 14,6 bilhões no período anterior. Embora o índice de inadimplência tenha crescido de 3,75% para 4,1% no período de comparação, esse aumento foi inferior ao experimentado por outros setores, afirmou o presidente da Anfac, Luiz Lemos Leite.
Esses resultados, segundo ele, mostram que o crédito das pequenas e médias empresas foi o que apresentou menor risco em 98. Para Leite, o desempenho do setor só não foi melhor em função das elevadas taxas de juros que remuneram os serviços do segmento. Por outro lado, explicou, a dificuldade de obtenção de crédito junto às instituições financeiras vem tornando o factoring quase a única opção para obtenção de crédito. "Mas a atual conjuntura nos obrigou a ser ainda mais rigorosos na aceitação de novas empresas e clientes. Em 98, buscamos mais melhorar nosso relacionamento com clientes do que aumentar nossa carteira", disse.

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