São Paulo, 08 (AE) - O setor de embalagem de papelão ondulado deverá crescer 3,7% este ano em volume, totalizando a venda de 1,6 milhão de toneladas. Segundo o presidente da Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), Paulo Sérgio Peres, o aumento de 60% das vendas para o setor de hortifrutigranjeiros foi um dos responsáveis por esse crescimento. Os setores de alimentos e química e derivados, porém, continuam liderando o consumo do setor, com mais de 40% do volume, segundo Peres.
O setor de papelão ondulado deve fechar o ano com faturamento de R$ 1,8 bilhão em 99, o que significa um aumento de 18,6% sobre 98. O presidente da ABPO disse que esse é o primeiro ano de crescimento após quatro anos de queda no setor. Embora esteja comemorando o resultado, o setor acredita que esse crescimento ainda não é suficiente, já que os preços do produto em dezembro de 99 ainda são inferiores aos praticados no mesmo mês de 95.
Para o ano 2000, Peres acredita que o setor deva ter um crescimento de 5% sobre este ano. Para atingir a meta, explicou Peres, o segmento terá que enfrentar o desafio de recompor as margens de lucro em um ano que prevê alta do preço da matéria prima do setor (celulose e papel) e certa equilibrada do produto no mercado. Segundo ele, essa estimativa de crescimento para o ano 2000 poderá ser confirmada se o PIB crescer entre 2,5% e 4% e o câmbio se mantiver equilibrado. Ele acrescentou ainda que há muito espaço para o crescimento do setor, citando que o consumo médio de papelão no Brasil é de 10 quilos por habitante contra um consumo de 13 quilos por habitante no Mercosul e 90 quilos por habitante nos Estados Unidos.

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