O comércio atacadista de confecções da região de Maringá atrai compradores de todo o país, movimenta a economia e gera milhares de empregos. Apenas em Maringá são mais de 400 lojas de fábrica, que empregam cerca de 5 mil trabalhadores, produzem e vendem vários itens de vestuário. Mas os empresários não estão satisfeitos. Além do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Indústria do Vestuário, lançado na cidade em março para transformar o Paraná em um centro difusor de moda, as indústrias querem o mercado externo. As empresas estão investindo nos países vizinhos, principalmente Paraguai e Argentina.
Os pioneiros do setor reconhecem que o trabalho para chegar onde a confecção de Maringá está não foi fácil, mas aceitam o desafio de ir ainda mais longe. A atração de compradores começou por iniciativa de um grupo de confeccionistas há nove anos. Lojistas de municípios e Estados vizinhos já compravam em Maringá, mas percorriam as indústrias espalhadas pela cidade. Os empresários resolveram alugar um barracão e montar as lojas em um único local, melhorando o atendimento aos compradores. A idéia deu certo e acabou atraindo muitos aventureiros, criando um excesso de lojas na cidade.
A crise acabou ‘‘selecionando’’ os confeccionistas profissionais, que passaram a investir no produto da cidade. O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindivest), Valdir Scalon, conta que a expansão das vendas para todo o país começou com a presença dos confeccionistas da região em feiras e eventos de porte. ‘‘Além da qualidade do nosso produto’’, emenda. A Feira da Indústria de Maringá, que reuniu vários setores, foi transformada em um evento para lançar a moda feita não apenas em Maringá. Hoje a ‘‘Moda Paranᒒ ganhou prestígio e atrai visitantes e expositores de renome.
O setor investiu também na participação de feiras, como a Fenit, divulgando a moda feita em Maringá, e na qualificação dos profissionais em todos os níveis. Os shoppings e o sindicato promovem também cursos de reciclagem, com consultores de moda que adiantam as tendências internacionais. No curso de Moda aberto no início do ano no Centro de Estudos Supletivos de Maringá, a maior parte dos alunos é de algum segmento do vestuário. Com o plano de desenvolvimento, a meta é fazer do Paraná um centro difusor de moda para todo o país. (M.Z.)

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