Setor de combustíveis pede ação contra fraude e sonegação
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segunda-feira, 10 de maio de 1999
Por Cleide Silva 
São Paulo, 11 (AE) - Cerca de 1,2 mil empresários do setor de combustíveis se reúnem nesta quarta-feira em Brasília para cobrar do governo medidas concretas para evitar a sonegação fiscal no setor e a adulteração de produtos. Eles farão uma reunião no Hotel Nacional, às 10 horas, e depois serão recebidos por deputados, senadores e representantes do governo.
Segundo o presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, a União, os estados e os municípios deixam de arrecadar cerca de R$ 1 bilhão por ano por conta da sonegação fiscal e da mistura de solvente ou álcool acima do permitido nos combustíveis.
Gouveia reclamou ainda da concorrência desleal entre os postos que trabalham com produtos adulterados, que vendem álcool e gasolina a preços bem menores do que os daqueles que têm produtos limpos. De acordo com ele, as companhias que adulteram produtos ou não pagam impostos conseguem entregar aos postos gasolina a R$ 0,66 o litro, por exemplo, enquanto as demais cobram R$ 0,88.
O presidente do Sincopetro disse que a concorrência desleal já levou as empresas do setor a demitirem cerca de 10% do seu quadro de funcionários, hoje em aproximadamente 54 mil pessoas.
Ele também criticou "a indústria de liminares que isenta algumas empresas do pagamento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em operações estaduais e interestaduais e das contribuições de Pis e Cofins."


