Setor de alumínio projeta queda de 5% no consumo
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terça-feira, 31 de agosto de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 01 (AE) - O setor de alumínio deve apresentar queda de cerca de 5% no consumo este ano contra crescimento de 8 9% em 98, segundo estimativas da Associação Brasileira do Alumínio (Abal). De acordo com o vice-presidente da Abal, Flávio Zurlini, o segmento que deve liderar a queda é o de cabos, com previsão de retração de 15,3% no ano. Segundo ele, esse setor foi favorecido pelas privatizações, e agora vive um período de estagnação. "Todas as encomendas feitas para a modernização das empresas privatizadas já foram entregues. Agora, o setor está sem muita perspectiva.
A retração prevista para o ano reflete, segundo Zurlini, a forte desvalorização da moeda, que cortou pela metade o capital de giro das empresas, e a recessão geral do mercado. Além da alta dos juros, que dificultou a reposição do capital nas empresas do setor.
Externamente, a expectativa da indústria do alumínio é mais favorável. A previsão para este ano é de que as exportações atinjam 62% do total produzido, o que representa um volume de 773 mil toneladas. No ano passado, as vendas externas somaram 692 mil toneladas (57% da produção). Grande parte do volume exportado, que até 97 seguia prioritariamente para a ásia (56%) está sendo transferida para a Europa. No ano passado, 56% do alumínio seguiu para a Europa e este ano o volume deve representar 53% contra 35% que será destinado à ásia.
De acordo com Zurlini, a retomada do setor no âmbito doméstico deve acontecer apenas a partir da metade do ano 2000. Segundo ele, a moeda deverá se estabilizar entre R$ 1,70 e R$ 1 80 por dólar, desde que o governo "tome atitudes" para retomar o crescimento econômico, o que significa dar andamento àa reformas. Ele acrescenta ainda que os processos de eficiência que estão sendo realizados pelo setor devem começar a aparecer a partir do segundo semestre do ano 2000, resultando num preço mais competitivo do alumínio no mercado mundial. O setor espera também que o uso do alumínio seja cada vez mais utilizado entre as indústrias de autopeças e de embalagens.


