Setor cresce 9,6% nos últimos doze meses
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segunda-feira, 29 de novembro de 1999
por Rosangela Capozoli 
São Paulo, 29 (30) - A indústria de alimentos - exibindo gordos resultados desde meados do ano - continua firme na escalada ascendente, desbancando a projeção de crescimento de apenas 1% estimada no princípio de 1999. Em outubro, a produção física cresceu 6,5% sobre o mês anterior e fechou 9,6% superior se comparada ao mesmo período do ano passado.
O resultado do acumulado dos últimos doze meses, não ficou por menos, atingiu a casa dos 7,4% em relação ao período imediatamente anterior. "A demanda continua firme", afirma Dênis Ribeiro, economista da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). Entre janeiro e outubro o resultado fica abaixo, porém, positivo 3,8%. "O Natal da indústria ocorre em novembro", lembra Riibeiro. Evitando arriscar números ele acredita que neste mês o desempenho da produção física poderá surpreender ainda mais o setor. "As vendas da indústria estão aquecidas e deverá registrar aumento superior ao ano passado", afirma.
Todos os índices apontam para um acréscimo na produção bem superior ao estimado em janeiro. "Com a desvalorização cambial a expectativa era crescer entre 0,5% e 1%", lembra o economista. Mas a evolução das exportações, queda nas taxas de juros e concessão de crédito foram os principais fatores apontados pelo economista para essa tendência de alta que vem se mantendo.
"A política econômica tranquiliza o consumidor", acredita. A seu ver, a produção tende fechar entre 4,5% e 5% acima do projetado. O faturamento, que no ano passado foi de US$ 71,5 bilhões, deverá crescer 3,5%, em reais. Segundo ele, o represamento dos reajustes de preço impedirá a receita de acompanhar a evolução da produção. "A indústria não repassou os aumentos de forma integral", explica.
Emprego - Dados da Abia revelam que entre os meses de janeiro a outubro a indústria criou cerca de 8 mil novos postos de trabalho, somando 150 mil trabalhadores.


