Após a sanção da lei em 22 de dezembro, período de recesso nas universidades, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes, garante que o governo está aberto ao diálogo. "Em 2009, o governo fez uma lei para cortar 1,2 mil cargos das universidades. De lá para cá, isso foi sendo protelado. Nós fizemos uma negociação junto com as universidades para cortarmos 40% desse total, deixando a critério da universidade quais cargos seriam cortados, independentemente do valor, para que em 2017 a gente possa estudar uma estrutura que seja adequada para todas as universidades", justifica Gomes.
A mudança atingiu cinco das sete universidades, já que a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e a Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp) foram criadas depois de 2009. "Temos que fazer é uma estrutura que seja justa. Essa estrutura nós vamos discutir durante o primeiro semestre de 2017 para apresentar um projeto de lei e encaminhar à Assembleia Legislativa", garante. A finalidade, segundo ele, não é reduzir custos.
Uma comissão será criada com representantes da secretaria e do setor de recursos humanos das universidades para analisar os cargos necessários. O estudo deve começar em março. Já em relação a contratação de novos servidores, o secretário aponta que, no ano passado, foram priorizadas nomeações para os hospitais. As deste ano serão analisadas, mas dependem do orçamento disponível.
Gomes garante ainda que não há uma discussão sobre a extinção do Tide para os atuais servidores. "Existe uma discussão sobre o Tide de professores temporários. Porém, daqueles que já recebem, não será cortado. Isso está sendo discutido para que novos contratos temporários não tenham direito a ele." (V. C.)

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