Londrina - A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) negou autorização para a criação dos cursos de engenharia Mecânica, de Produção e Química na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Para a reitora Nádina Aparecida Moreno, existe uma demanda ''muito grande de mercado'' para esses cursos. ''Pretendemos mostrar ao governo essa questão. Acreditamos que as engenharias iriam contribuir com o Estado no que diz respeito à formação destes profissionais'', declarou.
Nádina, porém, declarou que sabia que a luta pela implantação dos cursos não seria fácil. ''É claro que ficamos desmotivados, mas não saímos da batalha. Vamos definir um encaminhamento para essa situação junto aos conselhos da universidade porque acreditamos que a criação desses cursos contribuiria muito, já que aumentaria o número de vagas no ensino superior.'' A UEL ainda aguarda a resposta para o pedido de criação do curso de Nutrição.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, garantiu que a proposta da criação dos cursos de engenharia tem o apoio da sociedade civil. ''Precisamos pensar no futuro. Aqui na região o pedágio é um problema, o sistema ferroviário é precário e os investimentos são baixos. Precisamos criar condições para que tenhamos um futuro mais atrativo e, para isso, o primeiro passo são os três cursos de engenharia'', argumentou.
Para Gerson Guariente Junior, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscom), a notícia foi uma surpresa. ''Dentro das negociações entre a sociedade civil organizada fizemos um levantamento de necessidades, olhamos as características regionais e localizamos algumas oportunidades de crescimento. Mostramos que existe a necessidade desse tipo de curso para desenvolvimento da região. O governo pediu que fossem montados os estudos de viabilidade. Fizemos e encaminhamos. Não entendemos como eles pedem uma coisa e depois não apoiam'', alfinetou.
Guariente garantiu que o grupo não vai se dar por vencido. Ele lembrou que as indústrias da região requerem engenheiros. ''Estamos deixando de dar oportunidade para a nossa gente e trazendo pessoas que foram treinadas em outros centros'', disse. Afirmou que a luta é pela perspectiva de sucesso da região. ''Vamos voltar a conversar com o secretariado porque são cursos fundamentais. Queremos o reconhecimento dessa necessidade e apoio para que a gente possa se desenvolver. Esses cursos serão trazidos de qualquer forma pelo interesse da sociedade civil'', completou.
O secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal, informou por meio da assessoria de imprensa que a criação de cursos não está autorizada porque o objetivo da secretaria é elevar a qualidade dos cursos que já existem nas instituições.

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