Curitiba- Os termômetros registraram, ontem, as temperaturas mais baixas do ano em todo Paraná. A menor temperatura foi registrada em Palmas (95 km a leste de Pato Branco), com 4,1 graus negativos. A sensação térmica naquela cidade, no entanto, chegou a 9 graus negativos, em função do vento forte. Guarapuva teve a segunda menor temperatura, com 3,3 graus negativos. Em Curitiba, os termômetros marcaram mínima de 1,2 grau negativo, mas a sensação térmica chegou a 3 graus negativos.
Nessas regiões, geou forte ontem. Segundo previsão do Instituto Meteorológico do Paraná (Simepar), o frio deve continuar, registrando temperaturas favoráveis a geadas em praticamente todo Estado, com exceção do Litoral, da região Norte, na divisa de São Paulo, no Vale do Paranapanema, e no Noroeste, na divida com o Mato Grosso do Sul.
São esperadas geadas fortes na região Centro-Sul, em Toledo e Palotina (96 km ao norte de Cascavel); geadas de intensidade média em Curitiba e Região Metropolitana, Cascavel e Assis Chateaubriand (72 km ao norte de Cascavel); e de fraca intensidade na região Norte.
Amanhã, os termômetros devem registrar pequena elevação. Em Guarapuava, a máxima deve subir de 14 graus, previstos para hoje, para 22 graus; em Curitiba, de 15 graus para 21 graus e em Londrina, de 21 graus para 27 graus. Para sexta-feira, o tempo pode mudar em algumas regiões, com previsão de chuvisco na Capital e de pancadas de chuva à noite em Guarapuava.
Segundo o meteorologista Marcelo Brauer, do Simepar, o frio acentuado no ínício de setembro não é anormal. ''Setembro ainda é mês de inverno. A entrada de uma massa polar como essa registrada agora ocorreu outras vezes. Em 2002, Londrina chegou a fazer 2 graus'', afirma. A diferença deste inverno, segundo ele, é que desta vez o frio chegou mais tarde, e não em julho e agosto, como ocorre historicamente. ''O anormal é o inverno extremanente seco e com temperaturas alta, acima da média, que tivemos até agora'', complementa.
Brauer explica que sempre que há uma frente fria, com ocorrência de chuvas, como ocorreu no último sábado, uma massa de ar polar (frio) vem em seguida. A falta de chuvas no inverno no Paraná, de acordo com ele, aconteceu porque uma massa de ar quente e seco ficou estacionada sobre o estado, impedindo a entrada de frentes frias. Esse bloqueio atmosférico, no entanto, perdeu a intensidade no fim de agosto, e a previsão é que as chuvas voltem a ocorrer.
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil informou ontem que os índices de umidade relativa do ar pode ficar, hoje, abaixo de 20%, como ocorreu há alguns dias, quando o órgão declarou ''Estado de Alerta''. Essa queda é devido a presença de uma massa de ar seco que está sobre o estado. O normal é que a umidade relativa do ar, ou seja, a quantidade de vapor de água no ar atmosférico, fique em torno de 80 a 85% para a maioria das cidades paranaenses.
A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, que enviou os alertas aos Estados, desaconselha atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10 horas e 17 horas, especialmente entre as 14 horas e 16 horas, período do dia em que a umidade do ar fica mais baixa.
A Sedec orienta a população a ingerir bastante líquido para evitar problemas de desidratação e pede que não sejam feitas fogueiras nas proximidades de matas e florestas.

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