Setecpar quer retomada de obras do Anel de Integração
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terça-feira, 17 de novembro de 1998
Israel Reinstein 
O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar) quer que o governo estadual e as concessionárias do Anel de Integração entrem num acordo sobre o valor do pedágio, caso contrário irá processar as partes. Para o presidente do sindicato, Rui Cichella, o impasse criado está fazendo com que as empresas transportadoras paguem caro para apenas receber o serviço de tapa-buraco. Estamos pagando apenas pelo direito de rodar por rodovias, que estão longe da condição ideal de tráfego, reclama Cichella.
Para Cichella, o governo cometeu um erro ao baixar as tarifas e, ao mesmo tempo, não garantir a realização das obras. Os buracos estão voltando nas estradas, sem falar da falta de acostamento, reclama o presidente do Setcepar. Para ele, existe muita maquiagem nas rodovias, citando como exemplo as rodovias do Norte do Estado e as que dão acesso ao litoral.
Porém o gerente regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodvias (ABCR), Washington Lemos Filho, afirma que as estradas estariam esburacadas por causa das constantes chuva que vem caindo nos últimos dias. Segundo Lemos, até os serviços de manutenção ficaram prejudicados. Quanto aos acostamentos, onde não existe é porque estavam previsto no plano de exploração das rodovias, que demanda de dinheiro para investimento.
Rui Cichella considera que o governo deveria subsidiar as obras que deixaram de ser feitas. Quando o governador se candidatou à reeleição, prometeu a realização das obras paralisadas, critica. Agora o governo resolve o impasse ou quem vai continuar pagando pelos erros do governo são os usuários, como tem sido norma no país, complementa.
Na avaliação do diretor-geral do DER, Paulinho Dalmaz, o erro não foi do governo. Desde o começo, foi defendido a realização das obras paralisadas, que são possíveis mesmo com o corte pela metade das tarifas, afirma.


