Dacar - Quase ninguém mais acredita no Senegal que possa haver mais algum sobrevivente do naufrágio quinta-feira da embarcação senegalesa, do qual só puderam salvar-se uns 60 dos cerca de 800 passageiros, vítimas do que a imprensa local considera uma ''negligência culposa''.
''Já não temos nada que fazer no porto'', disse este sábado uma fonte ligada aos serviços encarregados de evacuação dos feridos.
Na noite de sexta-feira, as embarcações que puderam intervir desde o início do naufrágio, ocorrido nas costas de Gambia, levaram às instalações da marinha senegalesa em Dacar cerca de 30 sobreviventes e pelo menos 35 cadáveres.
Outros barcos são esperados, mas, segundo um oficial senegalês encarregado das operações de resgate, ''agora só estão trazendo mortos''.
Paralelamente, 27 sobreviventes, entre eles vários estrangeiros, foram levados na véspera a Banjul, capital de Gambia.
Nenhum tinha ferimentos graves, mas estavam muito cansados quando foram resgatados por uma embarcação.
''O barco se desequilibrou em dois minutos. Só tivemos tempo de sair pela janela e saltar. O barco já tinha virado'', declarou um sobrevivente francês à rádio local.
Enquanto isso, aumenta a polêmica em torno da catástrofe e a imprensa local fala de uma ''negligência culposa'' e de uma ''demagogia criminosa''.
Oficialmente, o navio, que transportava também uns dez veículos, naufragou devido a uma violenta tempestade.
A embarcação fazia a viagem entre Dacar e Casamance, região meridional do Senegal entre Gambia e Guiné Bissau.

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