Sete vereadores de Osasco são notificados pela Justiça
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terça-feira, 08 de fevereiro de 2000
Por Ana Carolina Sacoman 
Osasco, SP, 08 (AE) - Pelo menos sete dos 20 vereadores de Osasco citados pela Promotoria de Justiça por improbidade administrativa já foram notificados pelo oficial de Justiça da 8ª Vara Cível, Carlos Alberto Alves dos Santos. A Câmara vai apresentar três advogados de defesa diferentes.
Para isso, foram formados dois grupos de sete vereadores e um com seis - cada advogado vai representar um grupo. O deputado estadual Willians Rafael (PL), que também é acusado na ação da promotoria, preferiu constituir advogado particular.
Os notificados foram os vereadores Sônia Rainho, Emídio Pereira de Souza e Marcos Lopes Martins, todos do PT; José Barbosa Coelho e Giro Inoguti, do PTB, Mário Guide, do PSB, e André Sacco Júnior, do PL. O advogado de defesa Pedro Dallari foi até o Fórum e, por procuração, recebeu as notificações.
De acordo com o vereador José Barbosa Coelho, todos deverão receber as citações em breve. "Vamos esperar que os 21 sejam notificados e, daí, apresentaremos defesa."
O vereador Marcos Lopes, um dos citados hoje, não quis comentar o caso. Ele afirmou que somente o advogado vai pronunciar-se.
Ações - O promotor de Justiça e Cidadania de Osasco, Wellington Luiz Daher, já entrou com inquérito para investigar outras denúncias contra a Câmara Municipal apontadas pela Agência Estado. Ele apura a questão de superfaturamento na confecção do Jornal da Câmara, editado entre dezembro de 1997 e setembro de 1998.
Daher também investiga a impressão de livretos e cartilhas, que teriam beneficiado duas empresas. De acordo com as denúncias
os parlamentares não apresentaram o processo de licitação para a edição do material.
Outra revelação feita pela AE, que está sendo investigada pelo promotor, refere-se à auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) nas contas da Casa em 1998, durante a presidência de Antônio Cláudio Flores Piteri (PMDB).
No documento, são apontadas diversas irregularidades em setores da Câmara, desde a compra de material e equipamentos de informática até o conserto de carros oficiais na oficina, sem apresentação de nota fiscal.
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Ministério Público, o promotor pretende pronunciar-se somente quando "tiver novidades dos casos".


