Sete pessoas foram mortas a tiros na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai na madrugada de ontem. Cinco corpos de brasileiros foram achados na localidade paraguaia de Porte¤o Ortiz, a 15 quilômetros de Ponta Porã (MS), e duas pessoas foram executadas na cidade brasileira por homens encapuzados. As polícias dos dois países apuram se há conexão entre os crimes.
As mortes ocorreram dois dias após o assassinato do soldado da Polícia Militar de Ponta Porã Damião Galdino de Moura, 31. Ele foi morto na noite de domingo quando chegava à sua casa, na periferia da cidade. O pedreiro Sebastião Morato, 32, uma das vítimas na madrugada de ontem, estava internado na enfermaria do hospital regional de Ponta Porã com problemas estomacais.
Cinco homens encapuzados invadiram o hospital às 4h30, renderam uma enfermeira e exigiram que ela indicasse em que leito Morato estava internado. O pedreiro foi retirado do hospital e executado com tiros na cabeça. O outro crime em Ponta Porã ocorreu às 4 horas. Três homens invadiram a casa de Maria Duarte Paim, 18, na Vila Áurea. Paim, que é enteada de Morato, foi morta em frente à sua casa.
Na manhã de ontem, atendendo telefonema anônimo, a polícia brasileira localizou, junto com a Polícia Nacional do Paraguai, cinco corpos jogados num matagal em Porte¤o Ortiz, de três homens e duas mulheres. Eles foram assassinados a tiros supostamente também na madrugada de ontem. Até o final da tarde, a polícia havia identificado apenas os homens: Natalício Reyes, 21, Osvaldo Batista Reyes, 31, e Rosivaldo dos Santos, 38.
O subcomandante do 4º Batalhão da PM de Ponta Porã, capitão Paulo Aires, 31, contestou possível ligação entre a morte do soldado PM e os crimes de ontem. Aires disse que a perda do soldado, que deixou mulher e um filho de dois anos, causou ‘‘revolta’’ entre os colegas de farda.

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