Sete são denunciados por desvio de recursos do Incra
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sexta-feira, 01 de abril de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Ministério Público (MP) federal de Guarapuava denunciou sete pessoas envolvidas no desvio de recursos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná destinados ao Projeto de Assentamento Ireno Alves dos Santos, em Rio Bonito do Iguaçu (125 km a oeste de Guarapuava), entre 1999 e 2000. Seis indiciados são ou eram funcionários do Incra. O presidente da Cooperativa Mista de Produção e Trabalho da Reforma Agrária (Cooproterra), Francisco Fernandes, segundo o MP, teria ajudado no desvio.
Mesmo sem ter um plano de trabalho e contrato com o Incra, a Cooproterra recebeu, conforme o MP, entre fevereiro de 1999 e janeiro de 2000, R$ 1.292.500 do Crédito Habitação para a construção de casas populares. O superintendente regional do Incra, à época Petrus Abib, determinou que fosse contratada exclusivamente a Cooproterra para a construção das casas. Sindicância do Incra concluiu que a cooperativa não construiu 24 casas e deixou 87 inacabadas, o que causou à União um prejuízo de R$ 139.550.
Além da denúncia, o MPF pediu, ainda, a instauração de inquérito policial. O superintendente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, não foi encontrado pela reportagem.


