Sete presos no PR por fraudar Previdência
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quinta-feira, 19 de outubro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Sete pessoas foram presas, em Curitiba, ontem, durante a operação ''Anos Dourados'', da Polícia Federal (PF), sob acusação de integrar uma quadrilha que fraudava processos da Previdência Social para obter benefícios, irregularmente. A operação aconteceu, simultaneamente, no Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul. O rombo na previdência, segundo a PF, teria sido de aproximadamente R$ 200 milhões nos quatro estados, ao longo dos últimos cinco anos.
Segundo a assessoria de imprensa da Superintendência da PF, em Curitiba, entre os presos no Paraná, estão funcionários de um cartório e de um escritório de contabilidade, empresários e pessoas que atuavam como intermediários para forjar os processos. Foram cumpridos, na Capital, 17 mandados de busca e apreensão e de arresto de bens. Entre os materiais apreendidos estão computadores e documentos, que poderão servir de prova no inquérito. Oitenta e cinco policiais trabalharam na operação.
O juiz Elmo Gomes de Souza, da Vara Federal de Nova Friburgo (RJ), expediu 69 mandados de prisão e 95 de busca e apreensão. As investigações da força-tarefa Previdenciária -que conta com representantes da PF, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal (MPF)-, iniciadas em fevereiro último, foram concentradas no Rio de Janeiro.
A operação envolveu, nos quatro estados, 420 policiais federais, que contaram com o apoio de 20 analistas previdenciários. Somente no Paraná, eram nove mandados de prisão.
A assessoria de imprensa da PF do Rio de Janeiro informou que o esquema tinha o envolvimento de aproxidamente 100 pessoas. A quadrilha usaria dados falsos sobre vínculos de trabalho para simular um suposto período de contribuição e, com isso, obter o benefício previdenciário. Os fraudadores faziam uso de empresas, em nome das quais prestavam informações incorretas à Previdência.
A operação resultou no cancelamento de 1.561 benefícios, impedindo o pagamento de cerca de R$ 4 milhões por mês. Outros 1.318 vínculos empregatícios foram suspensos.
A operação foi denominada Anos Dourados porque a maioria dos investigados e dos beneficiários nasceram nas décadas de 40 e 50.


