Cascavel - Após a perícia técnica realizada ontem na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC), a Secretaria de Justiça e Cidadania(Seju) confirmou que sete presos estavam desaparecidos. "Podem estar mortos, ter fugido ou estar escondidos em algum local no interior da unidade", afirmou o diretor do Departamento Penitenciário de Execução Penal (Depen), Cezinando Paredes. Ele não descartou que os corpos dos desaparecidos estejam carbonizados em uma ala onde os agentes ainda não entraram por haver riscos de desabamento.
O cenário na penitenciária parecia de guerra, com destruição de praticamente todas as celas. Durante todo o dia, agentes penitenciários retiraram armas artesanais que foram usadas para manter presos reféns e decapitar dois detentos. Outros três presos morreram ao ser lançados do telhado do presídio, de aproximadamente 15 metros. Todos seriam estupradores.
Em nota, a Seju declarou que o "Estado repudia com veemência os atos de violência praticados por presos rebelados no interior do presídio, que cometeram homicídio qualificado, ceifando cinco vidas humanas, de forma cruel, cujos crimes serão objeto de investigação pela polícia e autoridades competentes, na forma e com o rigor da lei."
Cezinando Paredes creditou a rebelião ao "descontrole" e à "desorganização" dos presos. "Essa rebelião tomou uma proporção muito maior do que eles [os detentos] estavam imaginando", disse o diretor do Depen ao portal G1. A FOLHA não conseguiu falar com Paredes sobre as críticas feitas pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários ao sistema penitenciário do Estado.(D.P., com Folhapress)

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