Sete pessoas morrem em mais um acidente com caminhão pau-de-arara na Bahia
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de maio de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador 1, (AE) - O transporte de passageiros nos chamados caminhões pau-de-arara, causou mais uma tragédia na Bahia. Sete trabalhadores rurais morreram e nove ficaram feridos na madrugada de ontem (31), no município de Riacho de Santana, oeste do Estado, num acidente entre uma carreta e uma camionete pau-de-arara, que transportava 20 pessoas em sua carroceria. No último dia 21, a queda de uma caminhão pau-de-arara num açude do município de Casa Nova, matou 21 pessoas.
Segundo patrulheiros da Polícia Rodoviária Federal e policiais militares de Riacho de Santana, o acidente de ontem (31) foi provocado pelo motorista da camionete F-4000, placas MXJ-2926, Sebastião Souza. Embriagado, ele transportava na carroceria do veículo, o grupo de moradores do povoado de Barreira da Caatinga, que foi até a cidade de Riacho de Santana para participar um um bingo. Souza deixou o local por volta das 3h30 e pegou a rodovia BR-430 em alta velocidade. Passou por um quebra-molas sem frear, causando pânico nas pessoas, que pediram para parar e não foram atendidas. Souza seguiu fazendo zigue-zague na pista e num trecho de subida, a 300 metros da saída da cidade, a carreta Scânia, placas JMM-0836 conduzida por Danilo Silva descia a mesma ladeira em direção contrária à camionete. O camioneiro Silva percebeu a imprudência do motorista Souza, buzinou, sinalizou mas não conseguiu evitar a batida, pois a camionete invadiu a pista contrária.
Hoje a Policia Militar identificou seis dos sete mortos. São eles Joaquim Silva, 20 anos, Silvana Silva, 21, Antonio Ribeiro Silva, 16, Juvêncio Costa Filho, 16, Luís Carlos Santos, 16 e Paulo Souza de 16. A sétima vítima é de uma mulher cujo corpo foi enviado para o necrotério da cidade de Vitória da Conquista. O motorista Souza, que se feriu gravemente, está internado também num hospital de Conquista. Se sobreviver, será indiciado por homicídio culposo. A camionete F-4000 não tinha qualquer documento.


