Sete pessoas foram mortas - uma
grávida - e quatro feridas anteontem, por volta das 23h40, em um bar em Ermelino Matarazzo, na zona leste de São Paulo. Quatro homens, usando pistolas de calibre 7.65 e 9mm, atingiram as vítimas dentro do Bar do Bigode, na Rua Fioravante Lopes Garcia, 58. Esta foi a maior chacina deste ano na Grande São Paulo.
Segundo testemunhas, os quatro homens desceram de um carro e um deles, conhecido por ‘‘Cabeção’’ entrou no bar e mercearia e perguntou por outro homem, ‘‘Thaca’’, que não estava no local. Então o grupo sacou as armas e começou a disparar.
Das onze pessoas feridas, cinco morreram no local: Maria de Fátima Batista Santos, de 25 anos; Antonio Edson Guilherme, de 52; e Pedro Celso Souza Anselmo, de 31, além de um rapaz não identificado, mulato, aparentando 19 anos e uma jovem branca, de cabelos loiros, aparentando 20 anos e em adiantado estado de gravidez. No Hospital Alípio Correia Neto, o Pronto-Socorro de Ermelino Matarazzo, morreram Amilton Tolentino da Silva, de 25 anos, e Ederson Francisco Santos, de 18.
Estão internados no mesmo hospital Anderson Souza de
Jesus, de 16 anos, Diego Oliveira Santos, de 15, e Sebastião Cassiano Cardoso, de 54. A outra vítima, Irineu Jesus Amorim, de 28 anos, foi removido do PS para o Hospital São João, de Guarulhos. Exceto Maria de Fátima, que residia na Rua Reverendo Almir Pereira Bahia, as demais vítimas moravam na própria Rua Fioravante Lopes Garcia ou na travessa próxima, a Rua Manoel Matos Godinho.
A delegada de plantão do 62º DP no Jardim Popular,
acionou os agentes de sua equipe, mas as investigações ficarão a cargo da Equipe Especial de Investigações de Homicídios Múltiplos.
Por volta das 19 horas, policiais militares do
batalhão do bairro teriam recebido um telefonema anônimo, informando que havia 10 homens fortemente armados na favela local, conhecida como ‘‘Buraco Quente’’. Os PMs não foram confirmar a informação. Cerca de duas horas depois, um adolescente teria ido ao bar e avisado que o grupo estava planejando se dirigir para lá para executar um ato de vingança. Algumas pessoas se retiraram, outros ficaram.
Os assassinos chegaram cerca de 2 horas e meia mais
tarde. Há quem diga que os criminosos chegaram em um Fiat Uno vermelho, outros - conforme consta do boletim de ocorrência - que seria um Gol cinza. Vinte e cinco cápsulas vazias de pistolas foram recolhidas no bar. O proprietário do bar - o nome a polícia está mantendo em sigilo, por ser a principal testemunha - não foi baleado.

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