Buenos Aires, 22 (AE-ANSA) - Sete milhões de argentinos (cerca de 20% da população) vivem com US$ 2,2 por dia. Eles precisariam de pelo menos US$ 8,5. É o que revela estudo da Consultoria Equis, publicada hoje (22) no jornal La Nación. O documento também mostra que a média de ganho de uma família pobre em Buenos Aires é de US$ 540 por mês. Na província do Chaco o valor cai para US$ 130.
Segundo Roger Alleaga, da Fundação Mediterrâneo, que se dedica a estudos macroeconômicos, no começo da década 28,9% da população da Grande Buenos Aires viviam debaixo da linha de pobreza. Em 94 esse índice baixou para 16,1%. Em seguida foi subindo para bater em 27% no ano passado.
Alleaga acha que se o PIB crescer a 4% por ano, conforme estudos do governo, a pobreza diminuirá mas a desigualdade irá aumentar. "São necessárias reformas nos setores de saúde, educação, acesso a serviços básicos e redução do desemprego".

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