Londrina - A Secretaria de Gestão Pública ainda não homologou o edital para compra da merenda e outros gêneros alimentícios para as escolas, creches municipais e filantrópicas. O atraso decorre de problemas nas documentações das empresas vencedoras e da falta da entrega de amostras dos produtos. A FOLHA denunciou no mês passado a falta de mistura em várias unidades - algumas serviam apenas arroz e feijão para as crianças. Dos dez contratos do sistema de alimentação escolar, apenas três estavam vigentes (gás de cozinha, ovos e laticínios). O fornecimento de carnes, por exemplo, havia sido suspenso no dia 16 de fevereiro.
O pregão realizado no mês passado previa gasto de R$ 17,5 milhões e foi concluído por R$ 12,9 milhões. Porém, esse valor pode aumentar já que sete dos 32 lotes foram suspensos - a maioria para aquisição de carnes.
Quatro lotes foram arrematados pela empresa Gisele de Fátima Brunetti - ME, de Maringá. O Lote 20, que previa fornecimento de almôndegas bovina e suína, estimado em R$ 143.840 no pregão, foi fechado por R$ 126.440. O Lote 22 (entrega de pedaços temperados e empanados), orçado em R$ 99.889, foi vencido por R$ 72 mil. O Lote 23, para fornecimento de peito de frango ao custo de R$ 842 mil, foi finalizado por R$ 583 mil. No 30 (empanado de peixe), a empresa ofereceu R$ 140.336, ante ao preço máximo estipulado de R$ 146.149,92.
A Gisele de Fátima Brunetti - ME foi desclassificada por não apresentar seus documentos e as amostras dos produtos exigidos no pregão. A FOLHA tentou contato com os responsáveis, mas não obteve sucesso.
O Lote 13, que previa entrega de sucos concentrado e natural pelo preço máximo de R$ 61.353, foi vencido pela empresa Atacado Maringá Indústria e Comércio de Alimentos Ltda., de Maringá. A companhia ofereceu R$ 49,3 mil, mas também foi desclassificada por não apresentar amostras dos produtos. A Atacado Maringá venceu outro lote no pregão (arroz, feijão e outros gêneros) e teve seu processo validado pela comissão de avaliação. A Secretaria de Gestão Pública vai convocar os segundos colocados desses lotes.
A Domingues & Kessa Ltda, também de Maringá, venceu dois editais para fornecimento de carne e outros derivados. O Lote 24 previa a entrega de presunto e queijo ao custo de R$ 842 mil, e foi arrematado por R$ 500 mil. Já o Lote 27 concentra o maior volume de carne bovina do edital (em cubos, em tiras, lagarto e moída) e tinha o teto de R$ 3,942 milhões. A empresa ofereceu R$ 2.947.313,40, mas foi desclassificada porque não apresentou um certificado.
A companhia protocolou ontem recurso na Gestão Pública. A secretaria tem cinco dias de prazo para análise do recurso.

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