A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) divulgou nota ontem comentando a colocação de Foz do Iguaçu no topo do ranking de violência entre jovens. Segundo a Sesp, o estudo da OEI compara ''de maneira simplista'' os números da criminalidade registrados na cidade com os de outras cidades. Além disso, diz se tratar de ''atitude equivocada e que de nada colabora para as discussões sobre segurança pública em área de fronteira''.
A exemplo das declarações de Julio Jacobo Waiselfisz, autor do estudo, a Sesp coloca a localização da cidade em uma tríplice fronteira como um dos motivos para o alto índice de violência. Além disso, cita a explosão populacional do município, que passou de 33 mil habitantes em 1970 para 302 mil em 2005.
''Apenas estas diferentes características citadas já exigem de toda a sociedade e do poder público uma análise muito mais profunda sobre a cidade do que apenas a avaliação do contingente policial e das ações realizadas na área da segurança pública'', afirma a nota.
Quanto às providências tomadas pela Sesp, a nota diz que já foram enviados para Foz neste governo ''dezenas de novos veículos, mais de 130 novos policiais, mais de 100 novas pistolas ponto 40, 243 coletes balísticos''. Além disso, reformou delegacias e o batalhão da cidade. Por fim, afirma que uma nova estrutura para o combate ao tráfico de drogas está sendo implantada na cidade e que ''segurança não se faz apenas com ações policiais e com o aumento de efetivo''.
Segundo Julio Waiselfisz, a intenção do estudo era justamente fazer um diagnóstico da situação para que providências sejam tomadas. ''O levantamento funciona como um termômetro, que mostra que a cidede está com febre. O tratamento deve ser definido pelas autoridades locais, com medidas sérias'', disse.(R.L.)

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