O presidente do Sindicato dos Policiais Civis em Londrina (Sindipol), Ademilson Antônio Alves Batista, comentou que apesar da maioria das vítimas se tratar de policiais militares, os policiais civis também são vítimas em potencial dos criminosos. "Esse desvio de função que ocorre hoje, que é a guarda de presos, coloca a vida de policiais em risco durante escoltas, por exemplo", comenta. Segundo ele, o tempo de formação dos policiais também não é suficiente. "Hoje, os novatos entram na polícia e já começam a atuar nas ruas antes de terminar a escola. As funções podem não ser as mesmas que o dos mais experientes, mas se ocorrer uma situação de confronto, eles estarão despreparados", denuncia.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) ponderou os dados e disse, em nota, ser necessário analisar esses números dentro de uma conjuntura maior. "É preciso fazer cruzamento com outros índices, como a quantidade de drogas apreendidas, (apreensões que crescem dia a dia) e também de armas de fogo retiradas da mão de criminosos, principalmente armamento de grosso calibre (como fuzis) que demonstram maior força bélica de quem pretende praticar atos ilícitos."
Ainda segundo a nota, essas armas costumam ser adquiridas por meio do crime organizado, que as utilizam contra as forças policiais. "Temos aprimorado os métodos de investigação, principalmente com o uso da tecnologia para fiscalização e análise criminal baseada nos mapas de calor." (C.F.)

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