Sesp comenta atuação de facção criminosa em Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Isabela Fleischmann - Reportagem Local 
A atuação da facção no município tem sido recorrente: uma situação semelhante aconteceu no início de maio, quando o presidiário Luan Lino de Andrade, o "Pirlo", considerado uma liderança da facção na região, foi transferido da PEL para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Estado. A operação, nomeada "Dictum", partiu da Polícia Federal de Cascavel, que interceptou ligações de Andrade com membros da organização ou possíveis candidatos a entrar na facção.
Mediante as ações da organização criminosa na região de Londrina, a Sesp (Secretaria da Segurança Pública) do Paraná afirmou, com o Depen (Departamento Penitenciário), que atua fortemente contra esta facção, e que um dos exemplos da atuação do setor de inteligência da Sesp e do Depen foi a transferência do preso de alcunha "Pirlo" para a Penitenciária de Catanduvas, após serem detectadas supostas ameaças a agentes públicos. Por meio de nota, as pastas alegaram que "outra demonstração foi o trabalho da Polícia Civil do Paraná, que prendeu integrantes desta facção criminosa envolvida com a morte de agentes penitenciários em Londrina e Cascavel".
As pastas esclareceram que "apesar do Paraná ser um dos estados do País com mais integrantes da facção, a enorme maioria das lideranças estão presas em unidades prisionais". A nota ainda expõe que "a atuação deles [membros da facção] na rua é enfraquecida". Segundo a assessoria, em 2015, a Sesp deflagrou a maior operação policial do Brasil contra a organização criminosa, com mais de 750 mandados de prisão. A Sesp não comentou sobre a soltura de presos faccionados por entender que se trata de uma decisão do Poder Judiciário.


