Sesp anuncia rodízio de PMs
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de setembro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Em mais um capítulo da queda de braço entre a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o secretário Cid Vasques determinou ontem a implantação da primeira etapa do rodízio entre policiais militares que fazem parte do órgão do Ministério Público do Paraná (MPPR).
O anúncio desta medida, na semana passada, motivou o Gaeco a encaminhar ao Conselho Superior do MPPR o pedido de revogação da autorização concedida a Vasques, que também é procurador, para atuar no Executivo.
Conforme o secretário, o rodízio será implantado ainda este mês a partir de um cronograma estabelecido pelo Comando da PM. "Para cada policial que está sendo substituído, estão sendo indicados dois nomes para escolha, atendendo a qualificações e perfis necessários para desenvolver da melhor forma os trabalhos no Gaeco", afirmou.
Segundo a Sesp, a Coordenação Estadual do Gaeco tem 10 dias para se manifestar a respeito da decisão. Ao término do prazo, os PMs substituídos. O Departamento da Polícia Civil também está elaborando um cronograma para rodízio e deve encaminhar o documento nas próximas semanas à Sesp. O Gaeco funciona com 10 promotores, 37 PMs e 20 policiais civis.
O coordenador geral do Gaeco, Leonir Battisti, disse que "o rodízio pode afetar e prejudicar as investigações do órgão".
Tayná
O Conselho Nacional do Ministério Público encaminhou ofício ao MPPR sugerindo que o Gaeco acompanhe todos os procedimentos relativos ao caso de assassinato de Tayná da Silva, de 14 anos. Até o momento, as investigações do grupo se limitam às acusações de tortura que os quatro rapazes inicialmente suspeitos teriam sofrido por parte de policiais. "Ainda preciso me inteirar do caso para poder auxiliar nas investigações", disse Battisti. A Sesp informou que caso se confirme, "o acompanhamento do Gaeco é salutar".


