Curitiba - Os índices de criminalidade do Paraná passarão a ser divulgados de forma sistemática pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp) com intervalo de três meses de cada boletim. Os balanços vão conter dados de homicídio dolosos, crimes patrimoniais (roubos e furtos em estabelecimentos comerciais, residências ou espaços públicos), furtos e roubos de veículos e apreensão de armas de fogo. O anúncio foi feito ontem pelo secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cesar, durante entrevista coletiva em Curitiba. Ele explicou que essas quatro modalidades de crime entrarão para um sistema de metas da Sesp com o objetivo de reduzir as ocorrências.
Na coletiva de ontem, a única meta de diminuição anunciada pela Sesp foi para homicídios dolosos. O objetivo do governo é baixar para 21,36 homicídios por grupo de 100 mil habitantes no Paraná até 2015. Hoje, essa taxa se encontra em 27,82 homicídios para 100 mil habitantes. O Instituto Sangari, que analisa dados sobre a violência em todo o Brasil, considera que o Paraná tem uma taxa de 34,4 homicídios por grupo de 100 mil habitantes.
Segundo Almeida Cesar, a divulgação frequente do mapa da criminalidade obedece a uma diretriz estabelecida pelo governador Beto Richa de ampliar a transparência e o diálogo com a sociedade. O secretário acredita que a partir do momento em que a comunidade conhecer os locais e os horários com maior incidência de furtos de veículos, por exemplo, ela poderá se proteger tomando mais cuidados. ''Nós vamos iluminar a gestão da segurança pública com dados técnicos'', afirma.
A resolução determinando a divulgação do mapa da criminalidade e a metodologia de trabalho foi assinada ontem pelo secretário. Os dados serão analisados pela Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (CAPE) com base em boletins de ocorrência, inquéritos policiais e cadastro de armas apreendidas.
O secretário garantiu que o governo estadual já assegurou R$ 250 milhões para a execução de programas na área de segurança pública em 2012. Segundo ele, o dinheiro tem três fontes: R$ 100 milhões do Tesouro do Estado; R$ 100 milhões do Fundo Especial de Segurança Pública (Funesp) e R$ 50 milhões de recursos da própria secretaria. Nesta semana serão abertos editais de licitação para a construção dos Institutos Médico Legal (IML) de Curitiba, Londrina e Maringá.

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