Sesa vai antecipar verba para evitar greve
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Diego Prazeres<br> Reportagem Local 
Londrina - Em reunião realizada ontem na sede da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), em Curitiba, o Governo Estadual se comprometeu a antecipar ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) o repasse da parcela do mês de janeiro para atenuar o atraso no pagamento dos salários dos médicos plantonistas terceirizados que atuam nos hospitais da Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS) de Londrina. O Cismepar é quem faz o pagamento aos terceirizados das duas unidades de média complexidade do município, por meio de repasses da prefeitura e do Governo do Estado. Segundo a assessoria de imprensa da Sesa, o repasse será realizado na próxima semana.
Contratados por empresas terceirizadas, os plantonistas dos dois hospitais vêm ameaçando greve por conta dos constantes atrasos salariais e sucateamento dos equipamentos hospitalares. O atraso é decorrente do represamento de verbas por parte do Ministério da Saúde em todo o Estado. No caso de Londrina, que faz a gestão plena de saúde, o valor mensal a ser repassado pelo MS aos hospitais de média e alta complexidade do município é de R$ 14 milhões. Esse valor é destinado ao Fundo Municipal de Saúde, que o repassa ao Cismepar.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Mohammad El Kadri, a parcela referente ao mês de de novembro já foi depositada na conta da prefeitura com atraso. "70% dos recursos chegaram dia 23 de dezembro e os outros 30%, no dia 7 de janeiro, quando o valor deveria ter vindo para o fundo em 10 de dezembro", disse o secretário, que também participou da reunião na Sesa junto com representantes do Cismepar. El Kadri informou que a parcela de dezembro deve ser repassada até o início da próxima semana. E já vem com atraso de quase dez dias. "Esperamos que dessa vez o Ministério da Saúde repasse 100% da verba", disse.
"Enviamos ofício ao Ministério da Saúde no último dia 29, com o objetivo de mostrar a nossa preocupação com os atrasos e pedindo o repasse de maneira sistemática e contínua, o que foi feito pela União até novembro. No entanto, estamos sem respostas até hoje", destacou o assessor técnico da Diretoria de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde, Felipe Machado.
Os médicos plantonistas do HZN e HZS cumprem escalas regulares nos prontos-socorros prestando atendimento clínico geral, cirúrgico, ortopédico e pediátrico. O diretor do HZN, Walter Marcondes Filho, admitiu que uma eventual paralisação dos plantonistas comprometerá o atendimento emergencial na unidade e por isso disse esperar uma solução para o impasse.
"Sempre atendemos com lotação máxima, mas não deixamos chegar a uma situação de superlotação porque fazemos a regulação dos casos mais urgentes que necessitem de remoção aos hospitais terciários. É claro que a paralisação dos plantonistas comprometeria o atendimento porque eles atuam diretamente no pronto-socorro", afirmou. (Colaborou Guilherme Batista/Equipe Bonde)


