Sesa quer acabar com fragilidade do sistema
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2012
Marian Trigueiros <br> Reportagem Local 
Londrina - O superintendente da Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), Sezifredo Paz, se pronunciou ontem lamentando a informação repassada do órgão de que as notificações obrigatórias sobre infecção hospitalar fossem um ''acordo de cavalheiros'', em reportagem publicada na FOLHA no último domingo.
''Estamos dando toda a seriedade que esse assunto merece. Tanto que uma das medidas foi recompor a Comissão Estadual de Controle de Infecção Hospitalar de Serviços de Saúde (Cecihss) a fim de melhorar as notificações e o monitoramento das unidades de saúde'', argumentou.
Com relação ao Sistema Operacional de Notificação de Infecção Hospitalar (Sonih), o superintendente garantiu que está funcionando, mas existem falhas. O sistema foi desenvolvido para que os serviços de saúde alimentem dados mensalmente sobre os registros de infecções hospitalares.
''Mas sabemos de unidades de saúde no Estado que não estão repassando esses dados, por isso, o levantamento acaba subnotificado. Se descobrirmos que há omissão, vamos autuar o estabelecimento.'' O único levantamento repassado à reportagem, entretanto, foi de que o Laboratório Central do Paraná (Lacen), apresentou 340 cepas positivas a microorganismos multirresistentes (MRs).
E ainda que as notificações sejam obrigatórias, regulamentada por norma da Anvisa, de acordo com Paz, realmente, não há nenhum registro do município de Londrina. ''Não temos números de Londrina em nosso sistema, que deveriam ter sido repassados pela Vigilância Epidemiológica. Se existem, não nos repassaram'', garantiu, sem precisar se alguma medida será tomada.
Os dados do município foram solicitados à Vigilância durante a semana passada, que alegou que estes não eram disponibilizados publicamente; somente repassados ao Ministério Público (MP).
Com o objetivo de traçar metas assertivas e eficazes, de acordo com ele, a Sesa está preparando mudanças estratégicas a serem realizadas ao longo do ano. ''Uma delas é a reestruturação e qualificação das equipes das Regionais de Saúde para a melhoria e aperfeiçoamento das políticas de controle de infecções'', explicou, acrescentando a implantação breve de um novo modelo de cobranças das notificações. ''Tudo para que as medidas sejam colocadas em prática''. Paz adiantou que daqui duas semanas acontece uma reunião da Cecihss, na qual serão discutadas maneiras de acabar com a fragilidade do sistema atual.
Sobre os números que envolvem as notificações de Londrina, o promotor Miguel Sogaiar, que responde interinamente a Promotoria de Saúde, garantiu que vai levantar, ainda esta semana, os registros que teriam sido enviados ao órgão. Não soube afirmar, porém, se os dados representam a totalidade de casos ocorridos na cidade, já que não seria função do MP centralizar essas informações.


