Imagem ilustrativa da imagem Sesa pretende vacinar 160 mil meninos contra HPV
| Foto: Renan Viana/Ascom UEPA
A partir de 2018, campanha passa a abranger também meninas de 14 anos que ainda não tomaram a vacina


A vacina contra o HPV (papilomavírus humano), disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para as meninas desde 2014, entrou este mês no calendário vacinal dos meninos. A procura aos postos de saúde foi tímida nesta terça-feira (3), mas a previsão da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é que 160 mil garotos com idade entre 12 e 13 anos sejam imunizados no Paraná.

O coordenador estadual de Imunização, João Luís Crivellaro, explica que o HPV é um vírus que afeta mais as mulheres ao provocar câncer do colo do útero e verrugas genitais. Porém, o vírus atinge também os homens na forma do câncer de pênis. Crivellaro cita dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) que apontam o câncer de colo de útero como o terceiro mais incidente na população feminina no Brasil. Para o ano de 2016, são estimados 16.340 casos, sendo 860 no Paraná. Já nos homens, o câncer de pênis é o sétimo mais comum.

"A mulher é muito mais vulnerável, por isso as meninas tiveram prioridade. Mas, o fato é que os homens não são imunes à doença. Com a vacinação do público masculino, vamos diminuir a circulação viral e, como consequência, diminuir a alta taxa de mortalidade causada pelo HPV", comentou. Crivellaro explica que o vírus é altamente contagioso e a transmissão acontece principalmente pelo contato sexual.

O coordenador da Sesa lembra que o público-alvo da vacinação, meninos de 12 a 13 anos, e meninas de 9 a 14 anos, não procuram o serviço de saúde espontaneamente, o que reforça a importância da família. "A atenção dos pais ou outros responsáveis é fundamental neste caso. O papel da família nesses casos é muito grande para que tenhamos êxito na prevenção", alertou. Crivellaro relata que muitas meninas não retornaram aos postos de saúde para tomar a segunda dose da vacina. "A vacina confere 98% de eficácia no primeiro ano após a última dose. Para surtir efeito, é fundamental que duas doses sejam aplicadas no intervalo de seis meses", orientou.

Em março, a Sesa planeja fazer um grande mobilização sobre a vacinação nas escolas. A partir de 2018, a campanha passa a abranger meninas de 14 anos que ainda não tomaram a vacina e homens que vivem com HIV entre 9 e 26 anos. Até 2020, a faixa etária será ampliada para atingir meninos de 9, 10 e 11 anos. A vacina é gratuita e pode ser tomada em qualquer unidade de saúde. Em todo o Estado, são mais de 2 mil salas de vacinação.

mockup