A Sesa (Secretaria da Saúde do Paraná) divulgou na noite desta sexta-feira (28) um novo boletim sobre o avanço do Covid-19, o popular coronavírus, no Estado. Até o final da tarde, o Paraná contava com seis casos considerados suspeitos pelo Ministério da Saúde. No entanto, três foram descartados após o Laboratório Central do Estado divulgar os resultados dos exames.

A Sesa informou que, mesmo assim, as amostras foram enviadas para análise na Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no Rio de Janeiro.

Dos seis casos considerados suspeitos, três eram de jovens entre 25 e 30 anos, que moram em Curitiba e voltaram recentemente de visitas à Itália e Indonésia. Os três procuraram atendimento em Curitiba e realizaram os exames entre quarta e quinta-feira (27), porém dois apresentaram resultado negativo para o novo coronavírus. A Fiocruz deve realizar nova análise em até 72 horas a partir do recebimento das amostras. Enquanto isso, os dois homens e a mulher de Curitiba seguem em isolamento domiciliar.

Os outros casos suspeitos eram em São José dos Pinhais e Ponta Grossa, e há ainda um caso em Campo Largo alvo de uma divergência entre a Sesa e o Ministério da Saúde. De acordo com boletim da Sesa desta sexta, o exame da paciente de 29 anos notificada em Ponta Grossa e que também esteve na Itália indicou rinovírus. Já o exame da paciente de 27 anos de São José dos Pinhais, que também visitou o país europeu, apresentou resultado positivo para Influenza B.

O Ministério da Saúde também aguardava o resultado do exame de uma senhora de 66 anos que mora em Campo Largo e havia retornado da Itália com os mesmos sintomas da doença. Porém, o resultado apontou Influenza H3N2.

Uma webconferência foi realizada na manhã desta sexta-feira e colocou em contato funcionários de hospitais do Paraná, agentes de saúde e servidores de todas as regionais de saúde do Estado. As orientações foram repassadas pela diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Acácia Nasr, que trouxe, também, estudos sobre o período de permanência do vírus vivo em superfícies como metal, plástico ou vidro, o que pode chegar a nove dias dependendo das condições de temperatura e umidade.

“Este é um momento de alerta e não de alarme, por isso a importância de uma comunicação efetiva, com equilíbrio e com transparência”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Beto Preto (PSD), que participou do encontro falando de Foz do Iguaçu.

Outros temas como o uso adequado de equipamentos de proteção individual, o fluxo das notificações e a elaboração de planos de contingência também foram abordados no evento.

NOVOS CASOS NO PAÍS

Segundo o Ministério da Saúde, em todo o País,182 casos suspeitos estão sendo monitorados. São Paulo (55) e Rio Grande do Sul (24) são os estados com os maiores números de casos suspeitos. Entretanto, o diagnostico do Covid-19 em um senhor de 61 anos morador de São Paulo segue sendo a única confirmação no Brasil até agora.

Também nesta sexta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) elevou para "muito alto" o risco de uma epidemia mundial do novo coronavírus uma vez que, além da China, outros 49 países registram a presença do vírus. De acordo com o último balanço da entidade internacional, 329 casos foram confirmados na China em apenas 24 horas. Com isso, o país soma quase 79 mil com 2.791 mortes reportadas à agência até agora.

A entidade também avalia que Itália e Irã foram os países de origem de 24 e 97 casos recentes espalhados pelo mundo, respectivamente. Para a OMS, embora os avanços do Covid-19 representem grande preocupação mundial, a transmissão do vírus ainda pode ser interrompida. Com isso, especialistas em saúde ligados à entidade preferiram não declarar uma pandemia da doença até o momento.

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